Imagine que tem três viaturas. No final do mês, somou tudo e ficou com €4.200 líquidos. Parece bom. Mas o que essa soma não lhe diz é que um dos carros deu €2.800, outro deu €1.800 e o terceiro deu €-400. Está a pagar para ter aquele carro na rua.

Sem rentabilidade por viatura, está a gerir o negócio às cegas.

Porque é que a maioria dos operadores não sabe o que ganha por carro

O problema começa nas plataformas. O Uber e o Bolt enviam os dados num único CSV por período — e esse CSV mistura corridas de todos os carros. Para calcular quanto cada viatura fez, é preciso filtrar, agrupar e somar manualmente. Na maioria das operações, isso nunca acontece.

O resultado é uma gestão por instinto: "parece que o CC-33 não está a correr tanto", "acho que o motorista do BB-22 está a fazer menos corridas". Impressões, não números.

Receita bruta vs receita líquida por viatura

O primeiro passo é perceber a diferença entre o que o cliente pagou e o que ficou no seu bolso.

Erro frequente: confundir receita com lucro A receita líquida da plataforma não é o seu lucro. Faltam deduzir os custos fixos e variáveis da viatura: combustível, seguro, revisões, amortização, motorista. Só depois de subtrair tudo é que tem a margem real.

Custos a considerar por viatura TVDE

Para calcular a rentabilidade real, precisa de atribuir os seguintes custos a cada viatura:

Custos variáveis (dependem das corridas)

Custos fixos (independem das corridas)

Exemplo prático: cálculo de rentabilidade para 3 viaturas

AA-01 (Corolla)BB-22 (Niro)CC-33 (Passat)
Receita bruta€2.800€1.900€1.100
Comissão plataforma (22%)-€616-€418-€242
Receita líquida plataforma€2.184€1.482€858
Pagamento motorista (80%)-€1.747-€1.186-€686
Combustível-€180-€140-€220
Custos fixos mensais-€150-€150-€150
Margem do operador+€107+€6-€198
Margem %3,8%0,3%-18%

Neste exemplo, o CC-33 está a consumir €198 por mês. Sem este cálculo por viatura, esse custo fica diluído no total e nunca é visível.

O que fazer com viaturas deficitárias

Quando identifica um carro com margem negativa ou muito baixa, tem essencialmente quatro opções:

  1. Reduzir os custos: renegociar o seguro, optimizar rotas para reduzir combustível, antecipar manutenções preventivas (mais baratas que correctivas)
  2. Aumentar a receita: mudar de plataforma, ajustar horários do motorista para zonas/horas com tarifa dinâmica mais alta
  3. Renegociar com o motorista: se o carro está a underperform, perceber se é um problema de disponibilidade, zona ou motivação
  4. Retirar o carro: por vezes a decisão mais rentável é parar uma viatura que custa mais do que ganha
A regra dos 10% Operadores com frotas bem geridas têm margens por viatura entre 8% e 15% depois de todos os custos. Se está abaixo de 5%, o carro precisa de atenção. Se está negativo, precisa de uma decisão.

Frequência de análise recomendada

A rentabilidade por viatura não é um exercício de fim de ano — é uma análise mensal, idealmente semanal.

O problema é que fazer este cálculo manualmente, para várias viaturas, com dados de duas plataformas, demora horas. É o tipo de trabalho que acaba sempre adiado.

Veja a rentabilidade de cada viatura em tempo real.

O Frotis importa os dados do Uber e Bolt e calcula automaticamente a margem de cada carro — sem folhas de cálculo, sem cálculos manuais.

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